“Você conhece essas queixas, e eu não peço nenhuma palavra de consolo sobre elas. Tá tudo bem assim. Só que me rouba o sentido — entende? — ou a ilusão de sentido que quero ter da vida, e que é essencial para a minha sobrevivência. Ou eu não estou vendo — agora — esse sentido? Pode ser. Mas eu tinha/tenho tanta sede dele. Me sinto o camelo do poema de Cecília Meireles, mastigando sua imensa solidão.”
[Cartas - A Sérgio Keuchgerian]
(Caio Fernando Abreu)
Tudo bem. Não vou discutir de quem foi a culpa, porque não sei nem se houve culpa. Ok. Cada um com a sua vida, bola pra frente, sem olhar pra trás.
Sim. Eu prometi e cumpri minha promessa.
Mas... será que dava pra você cumprir sua parte?
Some. Desaparece. Vai. Voa.
Não vou impedir, vou até facilitar.
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Mas vai logo. Por favor. Eu não sei quanto tempo mais eu aguento nesse palco.
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