6.2.11

pra ele.

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 esse não saber, esse nem imaginar, esse amor que começa e não tem quem acabe.
eu já sinto tua falta, e olha que eu nem sei se terei pouco ou quase nenhum tempo com você.
você pra mim é a representação dos extremos: às vezes balde d'água fria, às vezes o fogo intenso.
você é  aquilo que eu nunca achei que encontraria, aquele que eu lembro e sorrio e eu nem sei porque eu sorrio, mas eu sorrio e amo.
não adianta reclamar: longe de você, eu fico triste. e não é tentativa de prisão, oras, saudade é normal. não é triste literalmente. é triste incompleta. triste meio sozinha. triste inacessível. triste por ter descoberto uma parte de mim onde só você entra e quando sai... não resta nada. a maior parte do meu coração.
eu abri minha vida pra você sem esperar nada em troca. eu abri meu mundo pra você. minha casa, meus livros, meus poucos discos, minha cabeça de criança, minhas aspirações de mulher, meu corpo, minha alma.
e hoje, é estranho, mas não tem música mais linda que a tua vvoz, não tem coisa mais linda que você inteiro, não tem nada que eu ame mais. é duro admitir, embora pra você eu admita toda hora.
mas eu te amo.
você já tá cansado disso, eu bem sei.
cansado de mim, cansado de saber das minhas romanticagens, cansado dos meus sonhos, das minhas soluções.
mesmo assim, ainda que menos, eu vou continuar falando.
deve ser fruto do meu medo de você me esquecer ou da minha insegurança. mas deixar você ir de graça está fora de cogitação.

(: 
 

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