ou do por quê não (ou bastante dificilmente) vou me casar.
eu digo que não vou me casar e as pessoas se chocam.
como assim, meu deus.
ou então calma, você muda de opinião. você é tão nova.
talvez elas estejam certas - mas eu sinceramente espero que não. é por ser tão nova e já saber disso que tenho tanta certeza do que penso.
não quero me casar para não ser obrigada a passar o resto da minha vida lamentando a falta de liberdade que ocasionalmente enfrentarei. claro que tem lá suas coisas boas - a companhia, alguém com quem dormir à noite (discutível, hein? bastante discutível), conversas agradáveis. mas tudo isso a um preço tão difícil que juro que penso ser mais negócio ficar só. porque, apesar da existência do divórcio, casamento é uma coisa dispendiosa e, teoricamente, dura muito tempo. não dá pra você dizer: ah, cansei de ser casada, volte daqui a três dias. quer dizer. até dá. mas não acredito que a outra parte do casal vá aceitar esse pedido sem maiores aflições.
há, porém, condições em que me casaria sem pensar duas vezes.
vi uma delas acontecendo esse fim de semana. depois de treze (treze, meus senhores) anos de namoro, houve o casamento de minha prima.
e o noivo olhava pra noiva como se ela fosse a coisa mais linda desse planeta inteiro (e ela estava muito próxima disso, de fato). a noiva olhava para o noivo daquele jeito que faz a cabeça pender um pouquinho pro lado, sabe? depois de treze anos. e ainda se olham assim numa base cotidiana.
claro que há todos os fatores influenciantes para que isso ocorra. claro que existem dificuldades.
mas eu acho que eles encontraram o que todos buscam. não alguém que precise de você pra existir e que te ame acima de tudo (isso é bem bonito em poesia, mas assusta na vida real). mas alguém que, você existindo, olha pra vida com outros olhos. olhos que te olham como a coisa mais linda do mundo e pendem a cabeça pro ladinho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário