meus olhos vermelhos e molhados não querem mais arder em lágrimas resilientes. meu pulmão virou especialista em diminuir - à medida que a expansão virou seu estado natural. (alvéolos pulmonares fazendo as vezes do ouro mais fino, membrana pulmonar transformando-se em madrepérola e o ar que me fazia leve se comportando feito água.) a sensação é um afogamento constante.
meu sangue corre quente, insuportavelmente quente. minha pele jaz fria, imperturbavelmente fria, resolutamente morta.
minha cabeça corre, dispara e tenta fugir dessa luta de gigantes que ela mesma criou. ela se esconde, ela me oprime, ela se entorpece, ela me mata aos poucos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário