Um movimento. Basta o menor dos movimentos seus pra eu prestar atenção. E identificar como um movimento que eu faria - ou não. Perpassar cada emoção e qual o movimento que eu faria com uma emoção assim na minha cabeça. Gravar sua expressão na minha retina e querer engolir tudo que você já fez e ainda vai fazer.
Essa sede - de você - incomoda e minha garganta seca pede por mais um pouco dessa sua essência. Porque a minha vida já anda tão complicada e a sua tão ocupada que conseguir essa tranquilidade que só o seu abraço me traz e que minha garganta recebe com o sofrimento de quem se entregou para esperar é quase uma dádiva.
E por falar em dádivas, que saudade do teu sorriso. É dele, meu deus, é só dele que eu preciso.
Isso deveria ser suficiente.
Mesmo assim, meu amor é tratado sob uma das leis da economia. Você precisa não ter para querer. E isso é tão contraditório que eu poderia ler livros tirados de todas as bibliotecas de todos os mundos, submundos e planos superiores para entender. E a mais elementar das dúvidas permaneceria.
Por que, se você não quer enquanto tem, vai querer quando não tem mais?
Ah, menina, bobagens. Não precisa de livros pra você entender, apenas seja racional. O que aconteceria se você desse um brinquedo a uma criança? Ela o deixaria de lado. Agora tire esse brinquedo dela... E o que acontece? Ela vai chorar.
É muito simples. É como matemática.
Mas eu nunca entendi matemática.
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