25.3.13

#1

Eu precisava escrever sobre isso. It.just.wouldn't.leave.me.alone.

 Eis que minha sala também abriga criaturas inteligentes, interessantes, divertidas e que não cagam regra. Isso tudo existe, e o melhor: existe em jornalismo. Também choquei quando notei. Daí que 3 dessas pessoas moram na mesma casa. 3 adoráveis moças.

 E elas decidiram dar uma festa, à qual compareci de bom grado. Contrariando a crença popular, eu gosto de festas onde não me forcem a nada. Eu apenas gosto de estar no meio de pessoas queridas. E acho que já ficou óbvio, mas gosto delas.
Eis que a festa oferecia bebidas variadas em quantidade suficiente para matar a sede de três batalhões do exército... e oferecia também ~desafetos~ meus em igual quantidade. Mas fiz o que aprendi a fazer aqui na Primaz (qualquer dia explico o apelidinho) e simplesmente abstraí.

 Eu não sei qual é o meu problema, mas eu curto trabalhar. Ajudar os outros, sabe? Eu curto, não sei porque. Algum tipo de retardo mental, o que no meu caso não explica muito mas é o que temos.

 Caso é que elas estavam tendo alguma dificuldade (se é que se pode chamar carolhocentas mil pessoas mal educadas com o copo estendido pedindo cerveja cerveja cerveja de dificuldade. talvez dificuldade em lidar, mas nem assim) com a administração do serviço das bebidas. E eu quis ajudar e bom, ajudei. Servi bebida pro pessoal e foi até divertido, visto que pude praticar o que faço de melhor sendo invisível. Toda uma horda de gentes me perguntando mas porque é que você está servindo e eu super respondendo porque eu quero :) e a vida seguindo suprema.

 Então que acabou a cerveja e meu papel por ali havia findado. Nisso me despeço de quem me importa, pego minha mochila e saio estrategicamente... sob gritos de 'já vai tarde! já tá indo tarde' de uma destemperada. Presto atenção à voz da moçoila (ébria era eufemismo, vejam bem) e vejo que, ó surpresa, era um desafeto meu. Portanto os gritos - a plenos pulmões, eu fiquei meio chokita com isso - eram pra mim.

Bêbado sem classe, não tenho empatia nenhuma por essa raça.

Eis que me imaginei na posse de uma faca para, sei lá, fazer a moça em questão molhar suas calças, mas me contive e saí dignamente para comer, que é o que eu aparentemente faço de melhor quando algo me deixa bolada.

E não me julguem, fiquei bolada mesmo. Em duas palavras? Não precisava. Não é que eu cague regra por aí sobre gente que bebe, já até aguentei muita inconveniência de bêbado, mas eu tenho um lema que respeito muito na vida: Nada (e eu repito, meus amigos: nada) nessa vida te dá o direito de ser cuzão. Nunca. Quer entupir o seu cu de cerveja e misturas duvidosas de tang e vódega? Entupa. Mas isso não vai te dar o direito de ser cuzão. Nada vai, muito menos as suas escolhas etílicas.

Não que a moça precisasse de desculpas, mas manter o respeito é o mínimo que eu espero de gente que julga os outros.

Coerência: tem mas acabou.

Depois a gente diz à pessoa que enfie, sei lá, um nabo reto adentro e rasgue e é chamada de que? Desequilibrada, mal educada, grossa entre tantos outros epítetos simpáticos.

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