"preferia um deserto atravessar
sob o sol e as noites sem luar
do que dar meu braço a torcer
que você não está
que você não vem.
faça-me um favor: volta para mim."
É uma saudade estranha. Não é a pessoa, nem tanto o sentimento. É falta de saber.
É falta da assimilação adquirida. De conhecer, de saber que kiwi é tua fruta preferida e que caqui te dá nojo. É saber que você curte mais a melodia que a letra; que não liga muito para o que veste contanto que seja confortável e que tem as blusas mais quentinhas do mundo; saber dos pormenores da sua vida, saber que você adorava teu vô mas não faz muita questão da sua vó, é saber porque você não confia na sua irmã. É entender toda a sua fome, o formato inusitado dos ossos do seu quadril, é estar desacostumada a te ver chorar. É conhecer claramente seus limites, saber até onde você vai e até onde gostaria de ir. Participar das suas conquistas, saber quando você fica feliz, saber quando você mente e sentir seu sorriso quando conto alguma piada sem graça; o tempo e o gosto do beijo, o abraço que te conforta, o que dizer pra te acalmar.
Parece tanto tempo e nem é. Só recuperando.
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